Filmes pra se ver depois de levar um fora

fevereiro 14, 2010 at 9:19 pm (Uncategorized)

Hitch é um filme bonitinho. Ele fala de um mundo onde sempre é primavera e gordinhos simpáticos saem com supermodelos. Só que esse mundo, bem, ele não existe. 500 Dias com Ela fala do outro mundo, com estações bem definidas e onde modelos e gordinhos não se conhecem.

Antigamente, em filmes desse tipo (desse tipo comédia romântica) é a mocinha que é fissurada em se apaixonar. Menos antigamente a donzela passou a ser fissurada em trabalhar, mas se não for atrapalhar a carreira ela tá afim de se apaixonar também. Em 500… a  senhorinha nem acredita nessas coisas, filha de pais divorciados, pra ela, “amor de filme” simplesmente não existe. Nesse caso é o cara do filme que quer muito se apaixonar.

E esse cara tinha tudo pra ser um saco, mas graças à atuação na medida de Joseph Gordon-Levitt, ele não é. O mulequinho de 10 Coisas que eu Odeio em Você conseguiu construir um personagem melancólico sem ser exatamente triste,  mas sempre exposto e vulnerável às coisas que acontecem durante os 500 dias que ele passa com Summer.

Summer, a menina por quem ele se apaixona é realmente apaixonante. O melhor jeito pra defini-la é esse: se você quisesse ficar com sei lá, Megan Fox e ela obviamente não quisesse ( eu conheço minha meia-dúzia de leitores e ela não ficaria com nenhum) não tem porque você querer continuar perto dela, mas se a Summer nao quiser, ser só amigo dela já tá ótimo (é sério).

Esse é o primeiro filme do diretor Marc Webb, que é o cara que vai passar a dirigir os novos filmes do Homem-Aranha (que aliás vai zerar a contagem, tipo o que aconteceu com Batman). Ele era (ou é, não sei) diretor de videoclips com historinha, tipo Ocean Avenue do Yellowcard. Talvez por isso o filme tenha um visual e montagem tão bacana (a história não é contada linearmente, vai do dia 143 ao 1 depois ao 23 etc.). A trilha é maravilhosa, (inclui The Smiths, uma música bem legal da cantora canadense Feist, Carla Bruni…) e encaixa perfeitamente com o filme.

No final ele não deixa a sensação de “já vi isso antes”, e mostra o quanto é difícil pra nossa geração, (bombardeada por cultura pop que por vezes nos faz achar que uma música vai tocar quando beijarmos a garota, que sempre vamos saber o que dizer e que a modelo e o gordinho vão terminar juntos), se apaixonar  saudavelmente.

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p.s.

fevereiro 14, 2010 at 6:32 pm (Uncategorized)

Eu prometi nos primórdios do blog que os textos postados teriam sempre sua qualidade discutível. Por isso, a meia-dúzia de pessoas que ainda lê isso aqui (meia-dúzia nos meus sonhos mais megalomaníacos) deve ter estranhado o último post sobre o filme “A Viagem de Chihiro” e o sobre ” Clube da Luta” que são indubtavelmente mais sofisticados que os outros. Então, quando vocês tiverem essa sensação estranha de estar lendo um texto bem escrito, dá um confere em quem postou, que provavelmente terá sido meu distinto primo.

Logo, o Cucamovies, esse fazedor de opiniões, baluarte da cultura pop, cuja influência é imensurável na cena blogueira do país, tem dois autores. Philipe e Matheus Amaral. De minha parte, a promessa de postar texto mal-feito continua..

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