Inglorious Basterds

outubro 30, 2009 at 11:57 pm (Uncategorized)

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Quentin Tarantino contou numa entrevista que quando era pequeno, por causa de um aniversário podia escolher entre dois presentes: ou seus pais o levariam a Disney, ou o levariam ao cinema assistir um filme que ele queria muito, mas que por ser inapropriado para sua idade, não podia ir sozinho. O retardado escolheu ir ao cinema.

E não é impossível que outro garotinho lesado faça uma escolha semelhante hoje, trocando a Terra do Mickey pelo novo, desvairado e excelente filme desse demente; Bastardos Inglórios.

Faltava um filme dentro do contexto da 2° Guerra feito por Tarantino. Outras guerras já foram retratadas no cinema sem tomar partido por um lado, mas por causa do holocausto, a tendência dos cineastas é abordar essa guerra a partir de conceitos bem definidos de mocinho e bandido. Os’’ inglorious basterds’’ do filme formam uma espécie de milícia que percorria a França ocupada caçando nazistas para torturar, matar e escalpar. E como é do feitio de Tarantino, ele não faz qualquer julgamento dos seus personagens, ele simplesmente os cria ( o que é sua especialidade aliás, criar personagens e entregá-los ao ator certo, caso do Jules de Samuel L Jackson, da Noiva de Uma Thurman e nesse Bastardos, caso do Hans Landa de Christopher Waltz),coloca todos no mesmo filme e põe eles pra se matar.

A longa cena do início do filme lembra muito a do final de Pulp Fiction, e prova que Tarantino tem um talento exclusivo para construir cenas de diálogo (só perde para Manoel Carlos e Jaime Monjardin, responsáveis pelas soberbas cenas de Tais Araújo e seu marido velho em Viver a Vida).

Tratando-se de um filme de quem é, nem precisa falar da violência e que a câmera não vai desfocar, nem desviar. Cabe a você quebrar o pescocinho pro lado. A trilha sonora é bem diversificada (vai desde um tema faroeste estilo Ennio Morricone nos créditos, até os acordes similares à Rage Against que tocam no trailer). O roteiro e como ele é montado prendem a atenção até o final, e no final, e essa é uma frase estranha, chega a dar pena dos nazistas.

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