Não Espere Muita Coisa

julho 25, 2009 at 3:28 am (Uncategorized)

Quando eu fui ver o novo Indiana Jones no cinema , fui com a postura errada: com a certeza de que seria tão bom quanto os outros. Doce ilusão. Foi assim com Homem Aranha 3 também, (nada, nada justifica ele virar emo no meio do filme), até Senhor dos Anéis me decepcionou um pouquinho (tiquinho de nada) de tanto que falaram dele antes de eu ver. O que eu estou querendo dizer é o seguinte, não vá pro cinema achando que o filme vai ser ótimo, no máximo bonzinho. As chances de você se decepcionar com qualquer coisa aumentam se você colocar essa pressão em cima, a de ter certeza que vai ser ser “melhor que lasanha”.

Por isso que muita gente não gostou do Doze Homens … porque o Onze realmente é mais que lasanha. Mas a culpa não é do filme, é sua, que foi cheio de coisa vê-lo por causa do anterior. E por não ter gostado do Doze, não foi ver o Treze. Mas deveria ter ido, porque de forma lógica: se o aumento de expectativa aumenta as chances de decepção, a redução da mesma aumenta as chances de “não decepção”. E 13 Homens e um Novo Segredo não só não decepciona como é bastante divertido. Diferentemente do primeiro, que é só no final que você entende o plano dos caras, nesse, o plano é do jeito que você ta vendo mesmo, é só acompanhar, (mas eu fiz bastante uso da setinha voltada pra esquerda do controle). Em Treze, o vilão é Al Pacino, que está meticulosamente caricato (isso é um elogio), e quem viu Poderoso Chefão vai entender que se Marlon Brando estivesse vivo seria o vilão do Quatorze. (e por falar em Al Pacino, não veja As Duas Faces da Lei, é sério, não to tentando diminuir sua expectativa, o filme é ruim mesmo). A dupla Rusty/Daniel (tio Brad e tio-avô George) está hilária também. Os dois hoje são o John Lennon e Paul McCartney do cinema. É no entrosamento da atuação dos dois (tem cena que eles riem um da cara do outro de verdade) que o filme se sustenta. A ultima vez que se viu isso no cinema com essa naturalidade foi na dupla Robert Redford e Paul Newman. Se você quiser conferir isso, vai na seção de filmes velhos da locadora e pega Golpe de Mestre, filme “mais que ceia de Natal”. Foi lançado na década de 70 e como Onze, Doze e Treze é sobre um roubo. Esse é de verdade um dos meus preferidos (vi cheio de expectativa e não me decepcionei). O roteiro é quase perfeito, a trilha é perfeita de verdade (toda baseada no estilo Ragtime, que reduzindo bastante é uma forma suingada de tocar piano), e com a dupla Redford/Newman no auge. Agora você esquece que eu fiquei babando os filmes aqui e vai ver sem esperar muita coisa.

Só pra ficar claro, os termos “mais que lasanha” e “mais que ceia de Natal” são usados para caracterizar coisas muito bem feitas ou muito boas.

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Hello World! Ou melhor: hello meia dúzia de desocupados que lerão isso!

julho 15, 2009 at 10:07 pm (Uncategorized)

Este será um blog sobre cinema. Vou tornar pública (por mais centrado em mim mesmo que isso possa parecer ) minha relação passional e racional com o cinema, que consiste apenas em assistir o maior número de filmes que eu puder, seja no cinemark do plaza, no cinearte baratinho da uff, na minha humilde residência ( not-widescreen TV, not-skywalker sound, mas pelo menos o sofá é confortável) ou na casa da Nathalia . Pra começar vou sugerir um filme bem divertido,pra você não perder seu precioso tempo de férias na locadora arriscando-se a alugar uma meleca de filme.
Obs.: Este blog não tem como objetivo contribuir com a decisão do governo de não exigir diploma para a carreira jornalística. Até porque esse e os próximos textos não são nem serão jornalísticos e manterão (prometo) sua qualidade discutível.

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Três Reis
O filme já começa peculiar (há) pelo elenco: George Clooney (que na época estava no processo de recuperação do respeito perdido com Batman e Robin (credo)), Mark Walhberg (que está nesse processo agora depois de ter feito Max Payne), Ice Cube (cubo de gelo), e Spike Jonze (diretor sem noção de Quero ser John Malkovich e Adaptação e um dos criadores do Jackass). O filme é uma comédia de guerra muito bem feita, teve até na época uma polêmica porque ficaram na dúvida se não usaram um cadáver de verdade pra filmar uma cena onde uma bala perfura um… cadáver (se for verdade, com certeza foi idéia do Spike Jonze). A guerra no caso desse filme é a do Golfo, e uma coisa que eu percebi é que raros filmes ambientados em outras guerras são também comédias, enquanto vários sobre a do Golfo o são, como Soldado Anônimo. Uma das coisas legais desse filme é que tem pouca crítica política dentro, apesar de ser um filme de guerra. Na verdade, tem bastante, só que ela sempre se apresenta parodiada, sempre muito bem disfarçada pelo humor. É molinho de achar na locadora porque quase ninguém pega. Eu o vi há bastante tempo, na escola, quando a professora descolada de geografia passou.

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Hello world!

julho 15, 2009 at 4:34 pm (Uncategorized)

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